segunda-feira, 18 de maio de 2015

Tarde das "Schneckes"

Sou de uma família numerosa. Meu pai teve 7 irmãs e um irmão.

E com isto os mais velhos iam casando tendo filhos, gerando aquela confusão de quem era neto, filho, sobrinho e por ai vai...

Na época ser costureira era uma necessidade - não se comprava nada pronto.

Minha avó Adela Bylaardt Keunecke - costureira habilidosa, criativa e dona de comercio - doou todo o tecido para a confecção de vestidos brancos de organdi liso para suas netinhas.

Tudo muito franzido e engomado para ficar tudo bem armado !!! Por baixo do vestido ainda tinha uma anagua de algodão: era inteira, com alcinhas, saia franzida, bordados inglês e muita goma, mas muita goma ....Não víamos a hora de tirar tudo. Dava uma coceira danada - rsrsrs
Quanto tirávamos dava para ver a vermelhidão pelo roçar da pele na goma.

Sobrevivemos !

Os vestidos foram usados dia 26 de agosto de 1962 na confirmação da filha mais nova Adela Keunecke, o vestido dela também era de organdi branco, mas todo bordado!

No dia, meu pai, viciado em fotos como eu, registrou com sua maquina "Kapsa" a foto de sua irmã com as sobrinhas mais novas que ela

Detalhe : Só mulheres - essa minha vó era sabida - rsrsrs.

Foi um momento singular !!!

Ao fundo: a tia Adela Keunecke
Em pé da esquerda para direita :
- Arlete Bohmann - Márcia Keunecke - Hildete Keunecke e Marlene Fischer
Deitada: Ester Hensel.
Sentadas:- Maristela Fischer - Ivaldete Bohmann.
O local : o gramado do vizinho da casa em Serafim - Luiz Alves - SC.

Só agora, depois de 50 anos fico sabendo que Nivea Pagel e Tania Pagel também estavam com os vestidos prontinhos e não puderam estar na festa por estarem com sarampo

Dia 16 de maio de 2015, num encontro de tias e primas, apelidado de "Tarde das Schnecke", pudemos repetir a foto, mas infelizmente nossa prima Maristela Fischer já não está mais entre nós.

Tentamos reproduzir o momento ...


Quem sabe no próximo encontro todas venham de branco e que a foto seja tirada pelo fotógrafo da época !
Ester - Arlete - Márcia - Adela - Hildéte - Marlene - Ivaldete

Conversando um pouco com minha tia Adela, ela citou que o que não esquece da sobremesa de pêssego, coberta com nata branquinha e o enfeite : uma única ameixa preta bem no centro.
Como hoje, o ensino confirmatório luterano, era de dois anos, quem lecionava era o Pastor Fenske, tudo em alemão, em Serafim - Luiz Alves - SC.




sexta-feira, 8 de maio de 2015

Cuca da Mãe

Cuca da Mãe

Em nossa família é bastante comum fazer a cuca de fermento de pão.
"Moça prendada é aquela que sabe fazer a cuca de fermento de pão".

Minha mãe fazia com bastante frequência - todo sábado fazia-se pão de forma e em seguida as cucas, tudo em forno a lenha. O cheiro da fumaça era delicioso !
Lembro exatamente como minha mãe amassava a massa de pão, a bacia fazia barulho ao levantar da mesa, sempre ficava alguem ao seu lado para colocar os ingredientes, pois ela, literalmente, estava com as mãos na massa e segurava a enorme bacia branca de ferro esmaltado.
Foram anos e anos vendo minha mãe fazer isto.
Tinha o ponto do fermento, a quantidade exata de fubá do pão, a forma de fazer farofa...
Já na época, preocupada em ter a receita, anotei tudinho. O pão acerto direito.
Mas a cuca - Ah - esta já deu o que falar !!!!

Até casar nunca tinha tentado, afinal a gente tem mãe que faz, não é mesmo ?
Quando meu marido e eu começamos a namorar, num dos primeiros encontros ele trouxe a cuca que a mãe dele tinha feito - delicia !!!
Depois que casei tentei inúmeras vezes fazer a tal da cuca de minha mãe...
Minha cunhada. irmã de meu marido, doceira de mão cheia - passou a receita dela " Faz, coloca tudo na bateira - dá certo ! "
Certo para ela, a minha ficou dura.
Desistir ? Jamais
OK - consegui convencer minha sogra para vir fazer a cuca em minha casa para que eu puidesse acompanhar o passo a passo. Resultado - a cuca não cresceu !Nem ela entendeu porque....
Tentei mais algumas vezes - já tinha virado piada.
Comentado com minha madrinha ela disse - Eu te ensino !
Lá fui eu até na casa dela para aprender !
Agora já com as modinhas de postar tudo no facebook - registrei os momentos:






Num instantinho a tal da cuca ficou pronta.
Chegando em casa no mesmo dia, refiz tudo



Até que deu certo,
Mas não ficou igual da minha mãe, da minha cunhada, das minhas irmãs, da minha sogra ...

Mas ainda não estava contente com o resultado.
Meu filhos : mãe ainda não está bom - não é cuca de oma !
Puxa vida - não sou oma ainda - mas cuca preciso acertar !
Vê aqui, vê ali - achei inumeras receitas, dicas daqui, dicas dali e agora sim estou no caminho da cuca perfeita - acho - rsrsrs !

Seguem as receitas :

Cuca da Denise

  • 1 xícara de leite
  • 1 xícara de agua morna
  • 1 ovo
  • 6 colheres de açucar
  • 2 colheres de banha
  • 5 colheres de fermento de pão
  • sal
  • casca de limão
  • baunilha
Receita para duas formas de nega maluca

Cuca da Tia Acelina

Receita para uma cuca
  • 1 1/2 colher de fermento 
  • 1 ovo ( clara e gema )
  • 1 xícara de leite morno 
  • 1' 1/2 colher de açucar
  • 1 pitada de sal.
  • 1 colher sopa bem cheia de margarina
  • 2 conchas de trigo
Bata um pouco os ingredientes, exceto o fermento e o trigo.
Coloque o tripo e o fermento e amasse com as mãos :

A Oma Adela dizia : "dies muss sehr geschlagen werden " - a cuca precisa ser bem batida - Ela fazia dentro de uma gamela de madeira.
Amasse até soltar das mãos, colocando mais um pouco de trigo.
Deixe crescer em recipiente fechado.

A farofa :
  • 3 colheres de manteiga
  • 3 xícaras de açucar
  • 4 conchas de trigo
  • agua ou suco de fruta ( não colocar leite )
  • raspa de limão Taiti
  • sal
  • canela
se desejar - frutas cristalizadas, passas
ou cubra com
abacaxi cozido no açucar + creme de leite
Não untar a forma com azeite, só colocar açucar.

E a minha receita para uma cuca:

  • 1 ovo
  • sal
  • 1 1/2 xícara de trigo
  • 125 ml de leite
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • raspa de limão
  • 1 colher de fermento
  • 3 colheres de sopa de açucar
Misture o fermento com metade do leite morno ( 30 segundos no micro ondas ) com uma colher de açucar ( separado da contagem do açucar da massa ..) e deixe levedar - repousar - por uns 30 minutos. Se não crescer pode jogar fora, pois o fermento não está OK.

Em uma bacia de esmalte ( brincadeirinha....) coloque o trigo, oaçucar, as raspas , o sal, o ovo, acrescente a a manteiga derretida no resto do leite morno. Misture tudo rapidamente e coloque o fermento, mistura tudo muito bem até formar uma massa pegajosa - bem molinha.

Coloque na foma que vai assar, cubra com um pano e deixe repousar por umas trés horas.

Ligue o forno em 180 º e cubra com o sabor de sua preferência e leve para assar por cerca de 40 minutos. até ficar bem douradinha.

O perfume da casa fica uma delicia !

Lembra minha infância - cheiro de cuca misturado com cheiro de cera de assoalho, sinal de dever cumprido direito a premio.

Tente fazer sua cuca também e deixe seu comentário.

Eu continuo tentando !







quinta-feira, 23 de abril de 2015

Gostar de fazer

Gostar de fazer !


Ontem, 22 de março de 2015, minha filha e eu passamos rapidamente numa padaria . Cheirinho maravilhoso de cuca saindo !! E mais maravilhoso era o encanto das atendentes - estavam adorando vender aquelas cucas fresquinhas. Chegando em caso lembrei de um episodio parecido que aconteceu a cerca de um ano:

Eram 11 horas do dia 18 de fevereiro de 2014, hora de retornar ao exame de meu dedo do pe´.

- Oh você já voltou ? Passou tão rápido !
Eu estava ali pela segunda vez para fazer a coleta de material para cultura de micose, pois a Daiane, nova na profissão, mas muito prestativa, fez sangrar no local e " babau coleta" como elas dizem.
Era necessário secar o local para fazer nova coleta.
Disse que voltaria outro dia sem problemas.
Desta vez o medico iria fazer a coleta.
Sorridente ele chegou.
Olhou, começou o procedimento e a Daiana observando e o medico explicando.
- Viu ? Se não tivesse sangrado você não estaria aprendendo !
 - Analise deve ser muito legal - disse eu
-  Sim é muito legal - principalmente microrganismos - É a única maneira de eu estar  analisando "seres vivos"
- Hemograma você tem dentro de você.
- Colesterol você tem dentro de você
- Microrganismos - eu vejo os bichinhos vivo, se reproduzindo - É muito legal !

Sai de lá encantada : " Como é bom encontrar pessoas que gostam do que fazem "
......

O nome do médico - não lembro
Minha unha - infelizmente não tinha nenhum ser vivo - fiquei com pena do medico ....

Mas a cuca estava uma delicia !

quinta-feira, 3 de julho de 2014

 55 anos de Adolfo Keunecke Cia Ltda.


Tantas e tantas lembranças !

Para seu Adolfo não nunca teve tempo ruim. Se tem que fazer é agora !
De personalidade forte sempre soube qual caminho seguir para fazer o melhor para loja e para sua família. 

A loja está ai firme e forte, completando 55 anos de portas abertas.

Desde cedo Seu Adolfo tinha tino para negócios. 
Sempre dava um jeito de fazer alguns as coisas darem lucro, e depois de idas e vindas, era dono de dois caminhões.
O Sr. Nelson Koprowski queria comprar um destes caminhões e ofereceu na negociação  um caminhão F600 + uma camionete + o estoque e móveis da loja da rua Bahia.
Caminhões, tudo bem, ele sabia avaliar, desmontar e revender, mas loja... isso teria que discutir com a esposa.
À noite chegou em casa e descreveu a negociação e fez a pergunta :
- Elfi se tu aceita trocar eu faço o negócio, se tu não aceita, eu não faço o negócio.

No dia seguinte em 03 de julho de 1959, numa sexta feira,  carregaram a mudança da Itoupava Central e vieram para Rua Bahia. Felizes e com a certeza de que daria tudo certo !

Segunda feira pela manha, o primeiro cliente que a Elfi atende: 
“ Bananas “ – como fazer a conta de algumas gramas ?????” 

Depois deste desafio muitos ainda aparecem, mas nada  intimidava o casal, que sempre trabalhou com parceria  e respeito.

O seu Adolfo, que nunca gostou de trabalhar confinado, ficou uns dois dias por ali e seguiu com seus fretes estrada a fora e assim tendo  mais uma opção de  renda para aplicar na “venda”.

A construção era de dois pavimentos. abrigava o comercio e a residência. Em cima eram dois quartos, em baixo, na frente era a “ venda” e atrás era a cozinha e o deposito.
A rua não tinha calçamento, provocando muita poeira e lama.
A casa era alugada e pertencia a Sebastião Albino, que mais tarde vendeu o imóvel para seu Adolfo.

O início desta jornada não foi fácil.

A maioria das mercadorias era pendurada no teto.
Era época de vender açúcar, trigo, arroz, farelo, milho, carolo, farinha, feijão e outros tantos produtos a granel. 
Tudo vendido na quantidade que o cliente queria, embalado na hora. Nada de self service.
O terror dos balconistas era a venda de margarina e banha. Pois como não eram refrigerados, ficavam moles e era de difícil manuseio. 
O “muss” (doce de fruta) precisava de muita força física para ser tirado das latas de 20 Kg.
Tudo era pesado na balança de ponteiro

Querosene era engarrafado na hora com bomba manual a base de clicas (bolas de gude).

Época do fumo em corda, do tamanco de madeira,  da bolacha mata fome,  do doce de mel, da bala solta, dos chocolates Saturno, do pão e da massinha entregues pelo Sr. Gregório do Panifício Benkendorf.

Época do Melhoral, da Cafiaspirina, do Óleo de Rícino, do Emulsão Scott, do Renascim, das Pilulas da Vida Dr. Ross, tudo vendido sem receita médica...

Época sabonete carnaval, do pó de arroz, do pente de piolho, da calça plástica para criança, da camisa xadrez com tecido do GUMZ, das calças “Brin Coringa”, da brilhantina Glostora, do laquê para cabelos

Época do “gasosão” de framboesa, da Crush, do “samba”  (preparado de conhaque com cachaça), do picolé redondo em papel manteiga, do chiclets Ping-Pong, do supra sumo, das gamelas de madeira...

Ah, quanta saudade !

Época de abrir a “venda” cedinho para vender o pão com margarina, o pedaço de lingüiça, o leite fresquinho, o cigarro, com e sem filtro,  das marcas Hollywood, Mistura Fina, Minister, as louças de Colorex amarelo, o café Blumenau, o botão e a linha



Os clientes tinham conta corrente, marcavam tudo na caderneta ou no livro, tudo na maior confiança.










Os acertos eram mensais após receberem os salários de empresas como  Cristais Hering, Teka, Gaitas Hering, Eletro Aço Altona, Pudim Medeiros e tantas outras e muitos funcionários da estrada de ferro.


Era época de pagar e receber tudo em dinheiro vivo !


A esquerda a 1ª "venda" onde tudo começou em 1959
A direita inaugurada em 1968




Demolição da 1ª "venda" em 1978









Em torno de 1968 saiam da pequena "venda" para ir para novas instalações.
Em 1988 até os dias atuais.
- Agora sim temos espaço ! Achavam que jamais conseguiriam encher a "venda" com mercadorias.

Eram um boteco, 
          passaram para “secos e molhados”  
                          e como chegaram no ramo de  materiais de construção ?

Em suas visitas à casa do sogro em Jaraguá do Sul, resolveu trazer algumas bombas de água  e motores Kohlbah para vender.
Foi um, foram dois, foram cinco e isto levou à necessidade de ter  canos e conexões, na época só de rosca com zarcão a cânhamo e uma coisa puxa a outra chegando ao ramo de matérias de construção

Em 2004 adquiriram um imóvel na Itoupava Central onde instalaram a filial da Adolfo Keunecke Cia Ltda.



Atualmente está filiada à Rede Construir.

https://www.facebook.com/AdolfoKeunecke
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Hoje em dia não vende mais bananas, mas você consegue encontrar muitos artigos diferenciados e quem sabe ainda, tomar uma coca cola – pagando é claro !

Para Seu Adolfo nada é de graça !

Para finalizar:
Sabe aquele caminhão que ele vendeu para o Nelson Koprowski lá no início ?
Comprou um outro de volta  do mesmo Nelson Koprowski 

 - Esse é seu Adolfo !






segunda-feira, 21 de abril de 2014

Cadê os ovos do MEU ninho ?


Toda Páscoa sempre tem seu diferencial, mas tem uma em especial que marcou muito, pois na casa de minha tia Edla em Timbó - SC. Minha tia Edla faleceu cedo, mas lembro dela como uma mulher singular, voz grave, sempre alegre e sorridente, de bem com a vida, adorava uma festa !

Primeira providência: algumas semanas antes da páscoa,  deixar a grama crescer bastante.
Sábado de aleluia roçar a grama, arrumar tudinho, varrer as folhas e fazer ninhos com a grama aparada. 
Era ninho para tudo que e é lado !
Até hoje não sei como o coelho encontra todos.


Lembro bem quer o maior ninho foi pelo meu primo Romeu, colocado bem no meio do gramado.

Domingo pela manha era aquela festança !
Imagina acordar na casa da tia com os primos todos esparramadas pelo chão da sala em camas feitas com cobertores grossos, tudo apertadinho, tudo muito simples, mas muito divertido ! ( sem falar do campeonato de "puns" ! )

O acesso mais utilizado para casa de minha tia era feito pela cozinha,  por uma escada nos fundos.
Ou seja saindo da cozinha, ao alto já se avistava o enorme gramado.
Imagina  o brilho dos nossos olhos ao ver  um monte ovos coloridos pendurados na cerca de arame farpado !
Oh, felicidade !!
Eram casquinhas de ovos revestidas com tranças de papel crepom colorido, muito lindo !

Todos os primos saíram em disparada recolhendo tudo que tinha na frente. 
Neste momento esquecíamos de quem era o ninho de quem.
Lembro bem que chorei porque meu primo Romeu, que já era bem maior do que eu, era de casa, e saiu correndo na frente  recolhendo tudo, inclusive as coisa do MEU ninho, do ninhoque EU tinha feito ! 
Imagina uma loirinha, magrela, azeda, chorando aos berros !

Falando com meus irmãos Hildete e Almir, eles também lembram do Romeu pegando tudo...
Coisa de criança, pois o Romeu hoje em dia é um doce de pessoa, que não faz mal nem para um barata. ( se estiver errada me corrijam - rsrsrs)

Mas ao final tudo se resolvia, porque tudo era repartido direitinho.

Naquela semana almoço, café e janta era só chocolate, balas e amendoim. E muitas vezes muita dor de barriga...

O amendoim era preparado com açúcar branco. Ainda não tinham os amendoins vermelhos dos dias atuais. Minha vó Herta fazia alguns que eram bem picados e crocantes, diferentes de todos, uma delícia. Nunca mais encontrei aquele tipo.
Ainda posso sentir o cheio de chocolate misturado com palha das caixas de chocolates que vendíamos na loja de meu pai. Eram da marca Saturno, fabricados em Blumenau .
As caixas eram de papelão bege,  lacradas com fita durex transparente, onde dentro tinham os chocolates em formato de coelhos ou ovos, acomodados em  palha bege, outros eram armazenados com as grades de papelão.
No lugar da palha, muitas vezes eram colocados retalhos de papel chumbo, bem lisinhos, maravilhosos, estes eu gurdava poara mim.
As barrinhas de chocolate vinham com um pintinho saído da casca, os ovos e coelhos eram envoltos com papel chumbo nas cores vermelho, azul, rosa, amarelo. Os maiores e mais caros eram ainda envoltos com papel celofane e recebiam um larga fita de cetim.

Tempo gostoso !

Até hoje em dia preservo as tradições da páscoa, enfeitar a casa, fazer amendoim para encher as casquinhas, ninhos de grama, procurar as guloseimas, e principalmente,  ir ao culto de pascoa, pois sem isto as demais coisas não teriam sentido...

Ovos cozidos coloridos - preparados com corante e vinagre e agua

O resultado é muito bonito !


Confecionando as casquinhas com papel crepom


sexta-feira, 4 de abril de 2014


Nada acontece por acaso !



Numa quinta feira - dia 14-11-2012, tinha planejado ir para o centro, pela manhã, para resolver uns assuntos, mas faltou carro na empresa. Meu carro particular estava em casa, limpinho. Resolvi ir na segunda feira próxima.

Nisto ligam do cartório que deveria retirar um processo.
Em seguida me liga meu filho Eduardo se ele poderia passar o feriadão na caso do amigo em São Bento do Sul.
Mudança de planos, iria depois do almoço para o centro, pegaria o processo no cartório e levaria para o 2 oficio, e aproveitaria para levar o Eduardo na caso do amigo, facilitado a carona para São Bento.

Foi o que fizemos, saímos de casa as 14:00 horas e tudo deu tão certo, exceto o pessoal ligando que talvez precisassem do carro da empresa.
Até ai tudo bem, eles podem se virar sem, pois levaria no máximo uns 45 minutos para voltar, devendo estar lá em torno das 15:00 horas.

O amigo do Eduardo mora no morro da Maternidade Elsbeth Koehler. E nas muitas vezes que já fiz este trajeto sempre pensava: preciso fazer uma visita para D, Ana! Mas sempre o horário não condizia com as rotinas do asilo.

Deixei o Eduardo na caso do amigo, e na descida do morro o carro meio que foi guiado para esquerda, subindo em direção ao asilo. O pequeno estacionamento estava cheio de carros, tive que fazer o retorno.
Pensei será que devo mesmo fazer isto ? 
Estão precisando do carro... Deixa prá lá, é hoje que eu vou quebrar as regras !
Estacionei e fui um pedaço a pé, toquei a campainha e logo a porta se abriu, dei a volta no corredor e vi uma moça ao telefone. Esperei um pouco e logo ela me atendeu : 
- Boa tarde, no que posso servi-la ? 
- Eu quero visitar a D. Ana ! Mas não sei se ela vai me reconhecer...
A moça simpática chamou outra pessoa para me acompanhar.
- Oi,  quero visitar a  D. Ana !
- Você pode esperar um pouco, pois ela está num culto !
- Eu posso ir no culto, posso participar ?
Entrei na porta e logo lá estava a D. Ana, toda arrumadinha, com seu colar de perolas, empunhando a bengala.
Apenas entrei, e sem atrapalhar a predica do pastor, ficando de pé ao lado. De imediato outra senhorinha fez lugar na banqueta do piano para que pudesse sentar. Silenciosamente me sentei e fiquei ouvindo, vez ou outra a D Ana olhava para o lado em minha direção, meio desconfiada.

"Quando você tiverem alguma dor, vocês devem falar para os médicos", falava o pastor. 
E continuou: " Teve uma vez que um senhor estava com muita dor de cabeça e não falou nada e depois de muito tempo foram ver a cabeça dele a acharam um "carrapato",e o carrapato já tinha entrado na
cabeça..."  
Imagina a cara de espanto de todas as velhinhas ! - tive que dar uma silenciosa gargalhada.

O pastou terminou com um canto e liberou as pessoas.

Como já disse : ando sem documento, mas nunca sem maquina fotográfica !

Resolvi tirar umas fotos, primeiro do todo.

Fui me identificar para D, Ana, mas não me reconheceu, mas lembrava-se de minha fisionomia.
Conversei um pouco e logo mais senhoras estavam na roda.
- Vamos tirar uma foto D. Ana ? Todas as velhinhas rapidamente se posicionaram e de imediato queriam tirar foto. Dois click e já queriam se ver na digital.

- Hoje isto é uma maravilha - disse uma
- Nossa como estou gorda ( sabe engordei 800 gramas  !!! - estava indignada a outra! )

Nisto a D Ana fala que ela estava fazendo 83 anos - pensei comigo, tadinha ela pensa que tem aniversário hoje, só porque vim fazer uma visita...  
A outra complementa : é, hoje pela manha nos tiramos fotos dela com a vela e o presente ! ...
Tadinhas, estão todas "fora da casinha"....E eu sabia que D. Ana tinha mais de 90 anos !

Olhei para o lado e perguntei para uma cuidadora : 
- É verdade que hoje é o aniversário da D.Ana ???
- É sim !
Não sabia o que dizer, fiquei abismada, pois não tinha a mínima noção de que poderia ser o aniversário dela.

Bela coincidência ! Foi Deus que lhe enviou aqui - disse uma outra.

Nisto aparece uma senhora com sua digital na mão para fazer mais fotos...
Tirou algumas fotos , mostrou outras que tinha tirado de manhã da festinha para D. Ana e depois nos levou para o quarto dela, onde queria tirar mais fotos. A D. Ana e eu nos sentamos no sofá e a D. Mirna (acho que este é nome ) observou o campo da foto e percebeu alguns objetos que ficariam feios e os tirou dali para fazer uma foto bonita. Tirou as fotos. (gostei do profissionalismo da fotografa )
Depois foi buscar uma coca cola para brindarmos o aniversário !!!

Foram cerca de 45 minutos muito bem empregados, adoro fazer coisas sem muito planejamento - isto aprendi com o Dieter - as coisas feitas de surpresa são as melhores.

Detalhe : prometi para D. Mirna que voltaria para vê-la tocar o teclado.

Com o tempo a D. Ana acho que me localizou nas memórias dela, pois lembrou do Dieter, lamentou e perguntou se eu morava sozinha e se já tinha casado de novo, e como falava sempre que me via : essa mulher é muito linda.

Sei que retornei para empresa às 16:50 horas, e estavam precisando do carro...


Me senti culpada pela empresa, mas de bem comigo mesma: tipo criança pequena que fez uma travessura.

sábado, 29 de março de 2014

Gostinho de romã

É habito de minha família passar a virada de ano na praia. 
Na casa de minha mãe era tradição fazer fartos assados de carne de porco, como costela, pernil e outros, para a janta do dia 31, que sempre era servida lá pelas 20:00 horas. 
Vista geral de Meia Praia - Itapema  - SC - 2014



Depois era esperar os fogos da virada, tomar champanhe,... ir dormir e levantar mais tarde no dia seguinte, começando a ano comendo os restos da noite anterior, evitando trabalhar muito no primeiro dia do ano.


Nunca concordei muito com estes horários - mas com Dona Elfi ( minha mãe)  não se discutia isto e ponto final !
Se é para dar sorte, a carne de porco, lentilha e "diabos a quatro", devem ser servida no ano novo !!!.

Pelo sim, pelo não, foi o que fizemos: lentilha e medalhão de porco seriam feitos dia 01/01/2014 para o almoço. 

Nossa janta do dia 31, lá pelas 21:00 horas, foi “creps” ( ganhei uma crepeira no Natal ).
 A massa ficou meio mole, mas para primeira vez ficou bom. 


A tarde meu filho Gustavo foi comprar um montão de frutas. Assim como seu pai fazia, ele também adora experimentar frutas diferentes. 
Já tínhamos ouvido muito falar da tal romã - muito tradicional no final de ano. 
Compramos uma só, ao custo de  R$ 11,50, (dava para comprar uns 5 Kg de banana...),  e tinha o tamanho de uns 12 cm de diâmetro.

Com as nossas champanhe ( sem álcool) num braço e minha enorme sombrinha colorida noutro braço, fomos ver os fogos na beira da praia, onde pela primeira vez  colocaram bóias com fogos no mar. 




Foi muito bonito.

Voltamos ao apartamento e atacamos a romã !



Cinco gomos milimetricamente divididos ! 


Fotos, flashes e gargalhadas....!

Depois de sentir o gostinho exótico da romã ..., 
Bem, ...era garantido, com certeza,  que o resto do ano seria muito melhor !!! 

Postagem em destaque

Páscoa!