domingo, 12 de maio de 2019

Festa do Dia das Mães no Pró-Família de Blumenau

Neste dia 10 de maio de 2019 fui convidada para ajudar a fotografar as mãezinhas que iriam participar da Festa do Dia das Mães no Pró-Família de Blumenau.

Foi maravilhoso!

Dia de glamour - tirar foto num cenário cor de rosa, todo meigo, com tapete animal print e exalando muito carinho só podia resultar em largos sorrisos e sentimento de bem estar e gratidão.

Algumas acanhadas, outras assanhadas, algumas tímidas, outras corajosas, algumas meigas, outras desconfiadas, algumas decididas, outras vaidosas, algumas caladas,  outras  e outras e outras.

Toda Mãe carrega sentimentos ocultos!

Mães são super máquinas, são humanas, são polivalentes, são únicas, são bipolares.

Mãe é a coisa mais igualmente diferente que tem na face da terra, são  inexplicáveis!

Surgem e vivem de vento!



















































 

 
























segunda-feira, 18 de maio de 2015

Tarde das "Schneckes"

Sou de uma família numerosa. Meu pai teve 7 irmãs e um irmão.

E com isto os mais velhos iam casando tendo filhos, gerando aquela confusão de quem era neto, filho, sobrinho e por ai vai...

Na época ser costureira era uma necessidade - não se comprava nada pronto.

Minha avó Adela Bylaardt Keunecke - costureira habilidosa, criativa e dona de comercio - doou todo o tecido para a confecção de vestidos brancos de organdi liso para suas netinhas.

Tudo muito franzido e engomado para ficar tudo bem armado !!! Por baixo do vestido ainda tinha uma anagua de algodão: era inteira, com alcinhas, saia franzida, bordados inglês e muita goma, mas muita goma ....Não víamos a hora de tirar tudo. Dava uma coceira danada - rsrsrs
Quanto tirávamos dava para ver a vermelhidão pelo roçar da pele na goma.

Sobrevivemos !

Os vestidos foram usados dia 26 de agosto de 1962 na confirmação da filha mais nova Adela Keunecke, o vestido dela também era de organdi branco, mas todo bordado!

No dia, meu pai, viciado em fotos como eu, registrou com sua maquina "Kapsa" a foto de sua irmã com as sobrinhas mais novas que ela

Detalhe : Só mulheres - essa minha vó era sabida - rsrsrs.

Foi um momento singular !!!

Ao fundo: a tia Adela Keunecke
Em pé da esquerda para direita :
- Arlete Bohmann - Márcia Keunecke - Hildete Keunecke e Marlene Fischer
Deitada: Ester Hensel.
Sentadas:- Maristela Fischer - Ivaldete Bohmann.
O local : o gramado do vizinho da casa em Serafim - Luiz Alves - SC.

Só agora, depois de 50 anos fico sabendo que Nivea Pagel e Tania Pagel também estavam com os vestidos prontinhos e não puderam estar na festa por estarem com sarampo

Dia 16 de maio de 2015, num encontro de tias e primas, apelidado de "Tarde das Schnecke", pudemos repetir a foto, mas infelizmente nossa prima Maristela Fischer já não está mais entre nós.

Tentamos reproduzir o momento ...


Quem sabe no próximo encontro todas venham de branco e que a foto seja tirada pelo fotógrafo da época !
Ester - Arlete - Márcia - Adela - Hildéte - Marlene - Ivaldete

Conversando um pouco com minha tia Adela, ela citou que o que não esquece da sobremesa de pêssego, coberta com nata branquinha e o enfeite : uma única ameixa preta bem no centro.
Como hoje, o ensino confirmatório luterano, era de dois anos, quem lecionava era o Pastor Fenske, tudo em alemão, em Serafim - Luiz Alves - SC.




sexta-feira, 8 de maio de 2015

Cuca da Mãe

Cuca da Mãe

Em nossa família é bastante comum fazer a cuca de fermento de pão.
"Moça prendada é aquela que sabe fazer a cuca de fermento de pão".

Minha mãe fazia com bastante frequência - todo sábado fazia-se pão de forma e em seguida as cucas, tudo em forno a lenha. O cheiro da fumaça era delicioso !
Lembro exatamente como minha mãe amassava a massa de pão, a bacia fazia barulho ao levantar da mesa, sempre ficava alguem ao seu lado para colocar os ingredientes, pois ela, literalmente, estava com as mãos na massa e segurava a enorme bacia branca de ferro esmaltado.
Foram anos e anos vendo minha mãe fazer isto.
Tinha o ponto do fermento, a quantidade exata de fubá do pão, a forma de fazer farofa...
Já na época, preocupada em ter a receita, anotei tudinho. O pão acerto direito.
Mas a cuca - Ah - esta já deu o que falar !!!!

Até casar nunca tinha tentado, afinal a gente tem mãe que faz, não é mesmo ?
Quando meu marido e eu começamos a namorar, num dos primeiros encontros ele trouxe a cuca que a mãe dele tinha feito - delicia !!!
Depois que casei tentei inúmeras vezes fazer a tal da cuca de minha mãe...
Minha cunhada. irmã de meu marido, doceira de mão cheia - passou a receita dela " Faz, coloca tudo na bateira - dá certo ! "
Certo para ela, a minha ficou dura.
Desistir ? Jamais
OK - consegui convencer minha sogra para vir fazer a cuca em minha casa para que eu puidesse acompanhar o passo a passo. Resultado - a cuca não cresceu !Nem ela entendeu porque....
Tentei mais algumas vezes - já tinha virado piada.
Comentado com minha madrinha ela disse - Eu te ensino !
Lá fui eu até na casa dela para aprender !
Agora já com as modinhas de postar tudo no facebook - registrei os momentos:






Num instantinho a tal da cuca ficou pronta.
Chegando em casa no mesmo dia, refiz tudo



Até que deu certo,
Mas não ficou igual da minha mãe, da minha cunhada, das minhas irmãs, da minha sogra ...

Mas ainda não estava contente com o resultado.
Meu filhos : mãe ainda não está bom - não é cuca de oma !
Puxa vida - não sou oma ainda - mas cuca preciso acertar !
Vê aqui, vê ali - achei inumeras receitas, dicas daqui, dicas dali e agora sim estou no caminho da cuca perfeita - acho - rsrsrs !

Seguem as receitas :

Cuca da Denise

  • 1 xícara de leite
  • 1 xícara de agua morna
  • 1 ovo
  • 6 colheres de açucar
  • 2 colheres de banha
  • 5 colheres de fermento de pão
  • sal
  • casca de limão
  • baunilha
Receita para duas formas de nega maluca

Cuca da Tia Acelina

Receita para uma cuca
  • 1 1/2 colher de fermento 
  • 1 ovo ( clara e gema )
  • 1 xícara de leite morno 
  • 1' 1/2 colher de açucar
  • 1 pitada de sal.
  • 1 colher sopa bem cheia de margarina
  • 2 conchas de trigo
Bata um pouco os ingredientes, exceto o fermento e o trigo.
Coloque o tripo e o fermento e amasse com as mãos :

A Oma Adela dizia : "dies muss sehr geschlagen werden " - a cuca precisa ser bem batida - Ela fazia dentro de uma gamela de madeira.
Amasse até soltar das mãos, colocando mais um pouco de trigo.
Deixe crescer em recipiente fechado.

A farofa :
  • 3 colheres de manteiga
  • 3 xícaras de açucar
  • 4 conchas de trigo
  • agua ou suco de fruta ( não colocar leite )
  • raspa de limão Taiti
  • sal
  • canela
se desejar - frutas cristalizadas, passas
ou cubra com
abacaxi cozido no açucar + creme de leite
Não untar a forma com azeite, só colocar açucar.

E a minha receita para uma cuca:

  • 1 ovo
  • sal
  • 1 1/2 xícara de trigo
  • 125 ml de leite
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • raspa de limão
  • 1 colher de fermento
  • 3 colheres de sopa de açucar
Misture o fermento com metade do leite morno ( 30 segundos no micro ondas ) com uma colher de açucar ( separado da contagem do açucar da massa ..) e deixe levedar - repousar - por uns 30 minutos. Se não crescer pode jogar fora, pois o fermento não está OK.

Em uma bacia de esmalte ( brincadeirinha....) coloque o trigo, oaçucar, as raspas , o sal, o ovo, acrescente a a manteiga derretida no resto do leite morno. Misture tudo rapidamente e coloque o fermento, mistura tudo muito bem até formar uma massa pegajosa - bem molinha.

Coloque na foma que vai assar, cubra com um pano e deixe repousar por umas trés horas.

Ligue o forno em 180 º e cubra com o sabor de sua preferência e leve para assar por cerca de 40 minutos. até ficar bem douradinha.

O perfume da casa fica uma delicia !

Lembra minha infância - cheiro de cuca misturado com cheiro de cera de assoalho, sinal de dever cumprido direito a premio.

Tente fazer sua cuca também e deixe seu comentário.

Eu continuo tentando !







quinta-feira, 23 de abril de 2015

Gostar de fazer

Gostar de fazer !


Ontem, 22 de março de 2015, minha filha e eu passamos rapidamente numa padaria . Cheirinho maravilhoso de cuca saindo !! E mais maravilhoso era o encanto das atendentes - estavam adorando vender aquelas cucas fresquinhas. Chegando em caso lembrei de um episodio parecido que aconteceu a cerca de um ano:

Eram 11 horas do dia 18 de fevereiro de 2014, hora de retornar ao exame de meu dedo do pe´.

- Oh você já voltou ? Passou tão rápido !
Eu estava ali pela segunda vez para fazer a coleta de material para cultura de micose, pois a Daiane, nova na profissão, mas muito prestativa, fez sangrar no local e " babau coleta" como elas dizem.
Era necessário secar o local para fazer nova coleta.
Disse que voltaria outro dia sem problemas.
Desta vez o medico iria fazer a coleta.
Sorridente ele chegou.
Olhou, começou o procedimento e a Daiana observando e o medico explicando.
- Viu ? Se não tivesse sangrado você não estaria aprendendo !
 - Analise deve ser muito legal - disse eu
-  Sim é muito legal - principalmente microrganismos - É a única maneira de eu estar  analisando "seres vivos"
- Hemograma você tem dentro de você.
- Colesterol você tem dentro de você
- Microrganismos - eu vejo os bichinhos vivo, se reproduzindo - É muito legal !

Sai de lá encantada : " Como é bom encontrar pessoas que gostam do que fazem "
......

O nome do médico - não lembro
Minha unha - infelizmente não tinha nenhum ser vivo - fiquei com pena do medico ....

Mas a cuca estava uma delicia !

quinta-feira, 3 de julho de 2014

 55 anos de Adolfo Keunecke Cia Ltda.


Tantas e tantas lembranças !

Para seu Adolfo não nunca teve tempo ruim. Se tem que fazer é agora !
De personalidade forte sempre soube qual caminho seguir para fazer o melhor para loja e para sua família. 

A loja está ai firme e forte, completando 55 anos de portas abertas.

Desde cedo Seu Adolfo tinha tino para negócios. 
Sempre dava um jeito de fazer alguns as coisas darem lucro, e depois de idas e vindas, era dono de dois caminhões.
O Sr. Nelson Koprowski queria comprar um destes caminhões e ofereceu na negociação  um caminhão F600 + uma camionete + o estoque e móveis da loja da rua Bahia.
Caminhões, tudo bem, ele sabia avaliar, desmontar e revender, mas loja... isso teria que discutir com a esposa.
À noite chegou em casa e descreveu a negociação e fez a pergunta :
- Elfi se tu aceita trocar eu faço o negócio, se tu não aceita, eu não faço o negócio.

No dia seguinte em 03 de julho de 1959, numa sexta feira,  carregaram a mudança da Itoupava Central e vieram para Rua Bahia. Felizes e com a certeza de que daria tudo certo !

Segunda feira pela manha, o primeiro cliente que a Elfi atende: 
“ Bananas “ – como fazer a conta de algumas gramas ?????” 

Depois deste desafio muitos ainda aparecem, mas nada  intimidava o casal, que sempre trabalhou com parceria  e respeito.

O seu Adolfo, que nunca gostou de trabalhar confinado, ficou uns dois dias por ali e seguiu com seus fretes estrada a fora e assim tendo  mais uma opção de  renda para aplicar na “venda”.

A construção era de dois pavimentos. abrigava o comercio e a residência. Em cima eram dois quartos, em baixo, na frente era a “ venda” e atrás era a cozinha e o deposito.
A rua não tinha calçamento, provocando muita poeira e lama.
A casa era alugada e pertencia a Sebastião Albino, que mais tarde vendeu o imóvel para seu Adolfo.

O início desta jornada não foi fácil.

A maioria das mercadorias era pendurada no teto.
Era época de vender açúcar, trigo, arroz, farelo, milho, carolo, farinha, feijão e outros tantos produtos a granel. 
Tudo vendido na quantidade que o cliente queria, embalado na hora. Nada de self service.
O terror dos balconistas era a venda de margarina e banha. Pois como não eram refrigerados, ficavam moles e era de difícil manuseio. 
O “muss” (doce de fruta) precisava de muita força física para ser tirado das latas de 20 Kg.
Tudo era pesado na balança de ponteiro

Querosene era engarrafado na hora com bomba manual a base de clicas (bolas de gude).

Época do fumo em corda, do tamanco de madeira,  da bolacha mata fome,  do doce de mel, da bala solta, dos chocolates Saturno, do pão e da massinha entregues pelo Sr. Gregório do Panifício Benkendorf.

Época do Melhoral, da Cafiaspirina, do Óleo de Rícino, do Emulsão Scott, do Renascim, das Pilulas da Vida Dr. Ross, tudo vendido sem receita médica...

Época sabonete carnaval, do pó de arroz, do pente de piolho, da calça plástica para criança, da camisa xadrez com tecido do GUMZ, das calças “Brin Coringa”, da brilhantina Glostora, do laquê para cabelos

Época do “gasosão” de framboesa, da Crush, do “samba”  (preparado de conhaque com cachaça), do picolé redondo em papel manteiga, do chiclets Ping-Pong, do supra sumo, das gamelas de madeira...

Ah, quanta saudade !

Época de abrir a “venda” cedinho para vender o pão com margarina, o pedaço de lingüiça, o leite fresquinho, o cigarro, com e sem filtro,  das marcas Hollywood, Mistura Fina, Minister, as louças de Colorex amarelo, o café Blumenau, o botão e a linha



Os clientes tinham conta corrente, marcavam tudo na caderneta ou no livro, tudo na maior confiança.










Os acertos eram mensais após receberem os salários de empresas como  Cristais Hering, Teka, Gaitas Hering, Eletro Aço Altona, Pudim Medeiros e tantas outras e muitos funcionários da estrada de ferro.


Era época de pagar e receber tudo em dinheiro vivo !


A esquerda a 1ª "venda" onde tudo começou em 1959
A direita inaugurada em 1968




Demolição da 1ª "venda" em 1978









Em torno de 1968 saiam da pequena "venda" para ir para novas instalações.
Em 1988 até os dias atuais.
- Agora sim temos espaço ! Achavam que jamais conseguiriam encher a "venda" com mercadorias.

Eram um boteco, 
          passaram para “secos e molhados”  
                          e como chegaram no ramo de  materiais de construção ?

Em suas visitas à casa do sogro em Jaraguá do Sul, resolveu trazer algumas bombas de água  e motores Kohlbah para vender.
Foi um, foram dois, foram cinco e isto levou à necessidade de ter  canos e conexões, na época só de rosca com zarcão a cânhamo e uma coisa puxa a outra chegando ao ramo de matérias de construção

Em 2004 adquiriram um imóvel na Itoupava Central onde instalaram a filial da Adolfo Keunecke Cia Ltda.



Atualmente está filiada à Rede Construir.

https://www.facebook.com/AdolfoKeunecke
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Hoje em dia não vende mais bananas, mas você consegue encontrar muitos artigos diferenciados e quem sabe ainda, tomar uma coca cola – pagando é claro !

Para Seu Adolfo nada é de graça !

Para finalizar:
Sabe aquele caminhão que ele vendeu para o Nelson Koprowski lá no início ?
Comprou um outro de volta  do mesmo Nelson Koprowski ! 

 - Esse é seu Adolfo !






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Páscoa!